Muitas práticas perigosas florescem na web e podem prejudicar seriamente a saúde dos usuários da Internet. Felizmente, os denunciantes com legitimidade científica estão alertas para identificar esses “truques da avó” potencialmente transmissores de doenças. Depois do alho na orelha, uma nova recomendação duvidosa floresce em fóruns e redes sociais apreciadores de alternativas naturais. Desta vez, ainda é o cravo-da-índia que atua como um remédio “revolucionário” para as bactérias vaginais. Segundo o truque, basta introduzir alho na vagina para regular sua flora. Um ginecologista aponta o dedo para esta prática perigosa que pode expor você a um risco mortal. Este testemunho alarmante nos é transmitido por nossos colegas do site britânico The Sun.
Depois que a salsa é introduzida na vagina, é a vez do alho ser promovido como um antibacteriano eficaz. Se está comprovado que esse alimento combate germes e bactérias quando administrado por via oral, é bem diferente para sua aplicação cutânea. Para dissuadir os novos seguidores desta prática, um ginecologista adverte as mulheres contra os perigos potencialmente fatais deste “truque da avó”. E por um bom motivo, este último pode expô-lo a uma doença grave.
Um “truque” duvidoso
Uma nova “recomendação natural” está florescendo nas redes sociais e em alguns fóruns dedicados à saúde natural. Se houver razões para acreditar que essas alternativas não apresentam perigo devido à ausência de produtos químicos potencialmente perigosos, é essencial estar atento a “tutoriais” arriscados. É o caso deste remédio caseiro que, para combater as bactérias vaginais, faz do alho um milagroso antídoto natural. Jennifer Gunter, ginecologista, adverte sobre essa hipótese duvidosa de que inserir um dente de alho em sua vagina limparia as paredes genitais.
Este truque não é absolutamente adequado para as sensíveis membranas mucosas das paredes vaginais, especialmente se o alho atacar a flora por 3 dias. “O alho é composto por microrganismos perigosos para a saúde vaginal e que também podem agravar infecções fúngicas ou vaginites”, explica o médico. E não é à toa que as paredes vaginais são úmidas e se prestam facilmente à proliferação de bactérias, principalmente na presença de corpos estranhos como o alho.
Outras práticas fixadas
E essa prática alarmante não é a única a surgir na web. Outras “dicas da avó” recomendam inserir pepino na vagina para combater os maus odores causados por infecções. Segundo o especialista, essa prática perigosa causa mais mal do que bem. Ela explica que a vagina tem um mecanismo de autolimpeza que regula o Ph, que, quando alto, pode causar um odor desagradável. “Ao danificar os germes naturalmente presentes na vagina, como os lactobacilos, as mulheres se expõem à gonorréia e, paradoxalmente, isso causa maus odores” insiste a Dra. Jennifer Gunter. Um aviso útil para poupar a credulidade dos internautas.
Quais são os sintomas de uma infecção vaginal?
A infecção vaginal, tratada a tempo, ajuda a evitar a proliferação de bactérias que podem causar incômodos e incômodos no dia a dia. Existem sintomas a identificar, característicos de uma micose ou de uma infecção. Muitas vezes, isso significa a presença de um germe como candida albicans ou escherichia coli. Aqui estão os sinais específicos de infecção vaginal.
– Coceira na vulva ou nos lábios genitais
– Perdas abundantes e perfumadas
– Dor durante a relação sexual
– Dor ao urinar
– Vermelhidão na vulva ou sensação de queimação
Precauções a tomar
Na presença desses sintomas, é essencial consultar um especialista que faça um esfregaço vaginal para identificar o germe responsável pela infecção. Durante o tratamento, alguns cuidados podem prevenir a recorrência.
– Evite todas as relações sexuais durante o tratamento sob o risco de infectar o parceiro
– Evite produtos químicos de higiene íntima ou banhos de assento
– Evite usar calcinhas de materiais sintéticos e prefira as de algodão
– Em caso de irritação ou coceira, enxágue suavemente com água fria


